terça-feira, 14 de março de 2017

Janot envia ao Supremo 83 pedidos de inquéritos com base na delação da Odebrecht

A Procuradoria Geral da República protocolou nesta terça-feira (14/3) os primeiros pedidos de investigação feitos a partir da delação premiada dos 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht, a chamada nova lista de Janot.

Agora, o relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin vai analisar e conferir se os elementos apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estão de acordo com a lei para autorizar o início das investigações requeridas pelo Ministério Público. Essa fase pode durar alguns dias.
Nos bastidores do Supremo, falam que Fachin deve ficar pelo menos uma semana analisando o material. O ministro ainda não teria decidido se vai divulgar todas as decisões em bloco ou se pode fazer isso de forma individual.
Os procuradores trabalham em torno de 80 inquéritos (o número entregue ao STF ainda não foi divulgado) que devem implicar políticos governistas e oposicionistas, incluindo líderes de vários matizes.
Devem constar nos pedidos de apuração os ex-presidentes petistas, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os tucanos e senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), e integrantes do núcleo duro do Planalto, Moreira Franco (Secretaria-Geral do Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil), além do presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE).
LARGADA
A Lava Jato reúne hoje no STF 111 investigados (suspeitos, denunciados ou réus), sendo 29 deputados federais e 12 senadores. O Supremo tem quatro ações penais e 38 inquéritos, sendo nove com denúncias pendentes de julgamento.
Onze pessoas são rés no tribunal, sendo quatro parlamantares: os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Valdir Raupp (PMDB-RO) e os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Nelson Meurer (PP-PR). As demais pessoas não tem foro privilegiado. Doze parlamentares foram denunciados na Lava Jato, mas o STF ainda não decidiu se eles vão virar réus.

Jota

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