terça-feira, 25 de abril de 2017

SEM MEDO E ATACANDO: Lula diz que Léo Pinheiro falou sob ‘pressão’ e que assim falará tudo, até sobre a própria mãe

Em discurso enfático na tarde dessa segunda-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o ex-dirigente da OAS, Léo Pinheiro, sofreu “pressão” para falar contra ele.O executivo, em depoimento no processo de delação, disse que Lula é dono do tríplex em Guarujá e que o petista mandou que ele destruísse provas de repasses ao partido.
– Foi tanta pressão em cima do Léo, condenado a 26 anos (…) Estou vendo delatores com casa com piscina, em condomínios onde moram desembargadores. Desse jeito, o Léo vai falar até da mãe dele – disse Lula em seu discurso no seminário: “Estratégias para a economia brasileira: desenvolvimento, soberania, inclusão”, promovido pelo PT na capital federal.
Durante seminário, o ex-presidente disse também que está com “vontade de brigar” e que, se precisar, terá que ser candidato para fazer mais. Alvo da Lava-Jato e réu em cinco processos, Lula disse que está sendo tratado pior do que outros investigados.
– Está chegando a hora de parar com o falatório e mostrar a prova. Quero que mostre um real fora do país (nas minhas contas). Prove um, não estou pedindo dois, um real. Prove um desvio de conduta na condução da Presidência. Estou com muita vontade de brigar! – afirmou Lula. – Não estou sendo tratado igual aos outros (conforme a lei), estou sendo tratado pior. Vamos enfrentar essa batalha pela frente – completou o petista.
O ex-presidente disse ainda que não se importa em prestar depoimento para o juiz Sérgio Moro.
– Não marquei dia três e não desmarquei dia. Não estou preocupado com a data. A data é do juiz Moro. Na hora em que for marcado, quem deseja a verdade só é o companheiro Lula. Agora, parece que a grande prova contra mim é o pedágio (dos carros do instituto Lula). Não vou ser atacado, porque será a primeira vez que estarei me defendendo. Estou tranquilo, não estou preocupado com nada – comentou.
Lula disse que não se pode deixar que um “fascista” seja eleito em 2018 e pediu que o PT vá às ruas.
– Nossas divergências são pequenas diante do ódio que acumularam lá fora contra o PT. Quando mais a gente for para rua, mais a gente vai diminuir essa distância entre nós e o povo. Se for indicado por vocês e tudo der certo para ser candidato, tenho que fazer um pouco mais – analisou Lula, que ainda acrescentou: – Eles que estão criminalizando o que antes não criminalizavam e não temos que ter vergonha de sermos políticos. O povo está descontente com os políticos, ótimo, para que nas próximas eleições votem em gente melhor. O que não dá é odiar a política e indicar um fascista para comandar o país.
Com críticas à imprensa, Lula afirmou que há uma “mistureba” dos papéis da Polícia federal, Ministério Público, Justiça e que a imprensa comanda o processo ao afirmar quem é “bandido ou não”. Lula ainda ironizou as acusações, ao citar que as provas contra ele são um pedágio. Segundo informações, havia registro de carros do Instituto Lula no posto de pedágio, em direção a Guarujá (SP).

O GLOBO

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