JOSÉ EUGÊNIO DE FREITAS LUNGUINHO

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Aliados racham sobre renúncia e querem que Loures assuma culpa

A abertura dos inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal e o anexo 9 da delação de Joesley Batista levaram aliados de Michel Temer a defender, reservadamente, que o presidente reavalie a posição de não renunciar, anunciada nesta quinta-feira.
Segundo um interlocutor de Temer, diante do agravamento da crise, os principais aliados estão rachados sobre a renúncia.
Uma ala do governo defende que Temer renuncie, abrindo caminho para as eleições indiretas pelo Congresso – como previsto na Constituição.
Outro grupo, capitaneado pelos ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, é contra a renúncia.
Temer está desde cedo com advogados discutindo medidas judiciais contra Joesley Batista.
Com os advogados Antonio Claudio Mariz, Gastão e Gustavo Guedes, Temer analisa como se defender do que está delatado, discute uma petição contra inquérito do ministro Fachin e estuda como processar o empresário da JBS.
Além disso, interlocutores de Temer afirmam que, se o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) assumir que agiu sem aval de Temer, por conta própria, o governo pode ganhar uma sobrevida.
Uma das possibilidades discutidas entre Temer e assessores é a equipe do advogado de Mariz fazer contato com advogado de Rocha Loures.
Como o blog revelou ontem, Rocha Loures contratou o advogado José Luis de Oliveira Lima, o Juca.
O advogado também atua para José Yunes que, assim como Rocha Loures, também é ex-assessor e aliado de Temer.
Blog Andréia Sadi – G1/BG

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