segunda-feira, 24 de julho de 2017

SÃO FRANCISCO DO OESTE/RN: Poemas do Professor Manoel Guilherme de Freitas

Quadro real

Um quadro do que foi,
do que poderá vir,
pois és assim: 
organizado, pagador
além de inovador.
Contudo, não és doutor,
embora não precisa dizer mais nada!
Obrigado pelo Arraiá da Esperança,
decerto nunca se canse de promover,
fazer e transformar
a vida da gente, 
através de grandes eventos,
além de sua eficiência,
transparência, que tem sido ao longo de seu percurso,
sua marca!


O São João
Está ficando lindo, nunca visto esta marca,
agora, não tem mais a repetição, 
bem como a exaustão,
que não levava a nada!
Tem a grandeza, a beleza, 
que encanta a todas as marcas!
Muito espaço, praça de alimentação
e os irmãos numa só farra!
Eita, que, agora,
o prefeito tem feito sua marca!
Vai ser lindo,
vamos lá, do contrário,
está, apenas, revoltado!
Assim, as festas juninas pela primeira vez 
ficarão marcadas!

Joseney
Uma história.
uma vida assim...
Como os grandes,
brilhará na eternidade também!
Ficará, apenas, saudades de amigos,
companheiros ideológicos
e saudades infinitas...
E ausência deste talento
eficiente...
Competente,
agora, eternamente, ausente...
Da gente!



São Pedro
O maior, será?
Ou, apenas, o mito
que, assim, resiste à tradição popular!
Associá-lhe à chave,
logo a fortaleza, ao poder.
Sem, contudo, perder a graça!
Este só reforça a marca de homem pétrio,
confiável,
a ponto de Cristo entregá-lhe a igreja,
já que viu neste:
um seguidor, doutor no que fazes!
Ah! Pedro! És resistente,
potente,
sendo-o capaz de solidificar,
portanto, petrificar os destinos dos carentes,
amantes, por fim confiantes,
eis crentes numa vida de graça!


Movimento
Chiados...
pingos indo, vindo
e a gente sentindo,
orando, vendo a alegria,
ou seja, a terapia do nosso espírito irrestrito 
com a chuva,
caindo...
Escorrendo nesse movimento efêmero...

"INOCENTE?"
Eu investi, lutei,
acreditei. Até ao labirinto eu fui,
buscar a resposta?
Acreditar no viável, 
isto é, palpável.
Mas, não vi...
Apenas, analisei,
confrontei teorias,
argumentos, quiça, as teses
e, em sã consciência,
não tenho a convicção,
logo a prova de que pode ser verdade.
Porém, vou ao além,
se necessário for,
ao extremo memorialístico para saber se "isso",
é, de fato, verdade.
Ah! Essa angústia e incerteza me mata!
Dúvida amarga...


Alheio ao academicismo
Quero voar, navegar,
sair e vê que as coisas
podem ser livres,
leves, soltas..
Como um condor!
Do tipo: natural,
ou seja, harmonioso,
sem roer o osso das regras,
normas,
como se a vida,
fosse apenas isso?
Quero, decerto, fugir dos papéis,
dos ismos, mento, cão,
que só considera o certo,
a convenção,
onde fica o Ethos de cada cidadão?


Carnapau
Meu Carnapau é em casa.
Em casa, o meu Carnapau.
Nada de carne.
Apenas, paz!
Ah, Harmonia!
Terapia, a mente sã,
o aconchego,
o espírito, 
bem como o sossego,
por fim, a paz!


Esta data....
Que não seja, apenas, mais uma!
Logo, que seja um espaço de reminiscências,
ou seja, de memórias coletivas!
Que se cristalize numa vida de luta!
Bem como de fé e força para resistir aos acordos nebulosos,
inconsequentes, antiéticos,
que teimam em existir no século XXI!
Que seja clara, justa, transparente!
Principalmente, para quem sempre espera,
uma data diferente,
consonante com a realidade social vigente!



Eis a cartilha!
Maldita, irrestrita com a verdade?
Ensinou-me acreditar nas leis,
na justiça e juízes,
só que esqueceu de dizer o peso da verdade?
Eita, cartilha escolar!
Que falava em ascensão,
promoção social e
educacional dos jovens,
mesmo sendo-os carentes,
isto podia acontecer,
senão também efervescer de todos os cantos alados?
Esta cartilha está aposentada,
pois a sua prática foi silenciada,
camuflada em prol de um discurso forjado,
ou seja, imposto a contragosto
pela direita malvada!
Ah! Essa cartilha dos valores,
dos hábitos sadios e éticos
ficaram numa terra distante,
ofegante,
que não comporta jamais a massa!
Essa é uma cartilha da verdade?
Escondida para não dizer ao povo,
a verdade?
Eis terra explorada,
invadida,
como também tecida pelos IANQUES camuflados!



Na estrada
Está mais para incompletude,
abismo,infinitivo, nada!
Coisas penumbrosas, dolorosas.
coisas, afins!
Não cabe beleza, leveza,
salário, paz?
Ou não cabe liberdade, utopia,
democracia?
Na estrada, a coisa está fétida,
feia, sem que o povo mude nada?
Sem que o povo mude nada?
Não vai mudar nada?
Povo, cadê sua força de outras estradas?
Não vai mudar o caos?
O caos sedimenta e alimenta espíritos indiferentes
ao ritmo da jornada?




Da janela
Não vejo bondes
nem bois,
quanto menos boiadas.
Porém, passa ladrões de gravata,
sem gravata,
que só fere o povo
com impostos,
desgostos,
fedor e muita raiva!
Da janela, eu vejo artimanhas,
negociatas à luz dia,
sem nenhuns constrangimentos,
bem como juramentos
do que fizeram no palco!
Da janela, vejo tudo: justiça ineficaz,
policiais omissos,
políticos sem escrúpulos.
Vergonha.
Por fim, a mídia, que parece "ser intencionada"
a falar mal só de um lado marcado?
Vejo uma ausência de respeito,
de valor, de justiça,
por que virou pó, cinza, nada...
Eita, país desgovernado,
humilhado, massacrado
por um povo, que só pensa em interesses marcados?
Da janela, olho: USA, Globo, mídias, justiça, Moro tramarem tudo
e nós só batemos palmas?
Só batemos palmas?
Palmas?
Para nossa desgraça!
Vai, panelas, bata, palmas?
Não ouço nada, coxinhas, apitos, palmas, nada?

A palavra
O preço da palavra soa
e povoa a mente de gente,
que seja consciente?
O preço da palavra penetra,
atinge e muda o espírito da gente?
De gente, que não pensa, racionalmente,
quase nunca?
Racionalmente, gente, como se pensa?
Se a leitura está ausente?
Ausente de gente,
que não pensa?
O preço de dizer,
de saber,
bem como poder,
interfere tanto no ter/ser da gente?

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