JOSÉ EUGÊNIO DE FREITAS LUNGUINHO

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sábado, 8 de julho de 2017

Temer pede a ministros que voltem à Câmara para votar contra denúncia

Preocupado com a denúncia por corrupção passiva que enfrenta na Câmara, o presidente Michel Temer pediu aos ministros que são deputados federais licenciados, na reunião ministerial da última quarta-feira, no Palácio do Planalto, que retomem seus mandatos para votar com o governo no plenário da Casa.
Após a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a denúncia será votada em plenário. Para ser aceita, o que afasta temporariamente Temer do cargo, é necessário que 342 dos 513 deputados votem a favor da denúncia. Em tom otimista, integrantes do governo vem dizendo que é a oposição que precisa reunir os votos, mas também há um mapeamento de votos em curso dentro do Planalto.
Segundo presentes na reunião de Temer e ministros, a sugestão de voltar à Câmara partiu dos ministros Leonardo Picciani (Esporte) e Maurício Quintella Lessa (Transportes), ao que o presidente “reagiu positivamente”. Picciani teria sugerido já retornar agora, e Quintella mostrou interesse em retornar apenas no dia da votação da denúncia em plenário.
A ofensiva já foi usada por Temer na votação da PEC do teto, em outubro do ano passado, quando ministros foram temporariamente exonerados e retornaram ao Congresso para ajudar o governo. Em abril deste ano, Temer lançou mão novamente do trunfo, e exonerou ministros para que votassem a reforma trabalhista na Câmara. A estratégia seria novamente usada na votação da reforma da Previdência, mas, diante da crise política, ela acabou não chegando a ir a voto no plenário.
Além de Picciani e Quintella, que já se disponibilizaram a voltar à Câmara, também poderão retomar os mandatos legislativos os ministros Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Ricardo Barros (Saúde), Mendonça Filho (Educação), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Raul Jungmann (Defesa), Marcos Pereira (Indústria e Comércio), Ronaldo Nogueira (Trabalho), Marx Beltrão (Turismo) e Sarney Filho (Meio Ambiente).
O Globo

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