sábado, 12 de maio de 2018

Novo depoimento confirma entrega de dinheiro em escritório de ex-assessor de Temer

Novo depoimento confirma a entrega de dinheiro vivo no escritório do ex-assessor especial do presidente Michel Temer, o advogado José Yunes, no Jardim Europa, em São Paulo. Além do policial militar Abel de Queiroz, outro ex-funcionário da Transnacional, empresa de transporte de dinheiro, confirmou a informação em depoimento à Polícia Federal que investiga pagamento de propina para o PMDB. O presidente Michel Temer é um dos investigados. Temer e Yunes negam as suspeitas.
Em depoimento prestado no dia 17 de abril, Wilson Francisco Alves afirmou que recorda-se de ter estado no endereço onde fica o escritório de Yunes, acrescentando que “recorda-se bem deste local, em razão do muro de vidro do prédio onde ocorreram entregas de malotes”.
Segundo Alves, “neste endereço, efetuou três ou quatro entregas durante uma determinada semana”. ele não se recorda, porém, se as entregas ocorreram em 2013 ou 2014″. No depoimento, ele afirmou ainda ter participado de entregas “pontuais” no local.
Ele contou ainda, que apóso saber da investigação sobre o presidente Michel Temer “decidiu retornar com os colegas da Transnacional aos endereços citados pela Polícia Federal, para ter certeza de que efetivamente foram feitas entregas naqueles endereços”.
“[Alves afirmou] que, desta forma, retornou ao endereço […] com os colegas que trabalhavam na Transnacional, de forma que afirma com certeza que esteve algumas vezes neste local para entrega de valores durante o seu período de trabalho na Transnacional”, informa um relatório anexado ao inquérito.
José Yunes se viu no centro das investigações da Lava-Jato envolvendo o presidente da República em razão de uma suposta caixa de R$ 1 milhão transacionada via escritório no Jardim Europa.
Antes, o policial militar Abel de Queiroz, de 48 anos, também afirmou em depoimento que já esteve com um carro blindado da transportadora no endereço do escritório do ex-assessor do presidente.Ele contou que esteve no endereço com “absoluta certeza”, por pelo menos duas vezes. Cada transporte tinha R$ 300 mil como quantia limite, e a entrega era feita mediante uma senha definida previamente, segundo o policial.
O Globo

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